Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2018

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DF e Entorno
Publicada em 27/09/18 às 17:15h - 11 visualizações
Droga que matou jovem após festa rave é rara e já fez outra vítima desta vez no Recanto das Emas
De acordo com os exames do Instituto de Medicina Legal (IML), Ana Carolina Lessa Coelho estava sob efeito de um entorpecente nomeado como N-etilpentilona

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Uma droga rara chamada de N-etilpentilona foi a responsável pela morte da universitária Ana Carolina Lessa, 19 anos,  em 25 de junho deste ano. De acordo com os investigadores, a jovem ingeriu o entorpecente junto com uma bebida alcoólica, durante uma festa rave. Os efeitos foram intensos e horas depois de ela ter várias alucinações, o coração ficou sobrecarregado e Ana não resistiu a duas paradas cardiorrespiratórias. 

Além da jovem, o entorpecente foi o responsável por mais uma morte, a única que se tem registro. Em dezembro de 2017, Carlos Henrique Santana Oliveira, 32, também passou mal ao fazer uso da substância em uma rave, desta vez no Rio Grande do Norte. Além de provocar efeitos como pupila dilatada, olhos arregalados, paranoias e alucinações, a N-etilpentilona interfere nos batimentos do coração e a sobrecarga pode ser fatal. 

Em entrevista para a TV Brasília (veja abaixo), parceira do Diários Associados, a mãe da jovem, Valda Lessa, fez um alerta. "Eu nunca imaginei isso na vida. Carolina foi um exemplo para muitos jovens que acham que isso não pode acontecer com eles, que não vão se envolver", lamentou. A família ainda acredita, no entanto, que alguém possa ter colocado a substância na bebida da jovem, sem que ela percebesse. 

A delegada Cláudia Alcântara, responsável pelo caso, afirmou que as investigações apontaram que foi a própria jovem quem levou o entorpecente para usar na festa. "Testemunhas narram que ela fez uso da droga macerada em um copo de bebida", disse. A delegada contou, também, que Ana sofreu várias alucinações e que, por isso, estava machucada. "Pessoas que estavam na festa disseram que ela estava tão desorientada que chegou a se jogar várias vezes em uma grade de ferro, tentando atravessar. Depois começou a rastejar no chão como se fosse uma cobra". A suspeita inicial era de que a menina havia sido estuprada durante o evento, mas laudos médicos refutaram essa hipótese. 

Ao todo 32 pessoas foram ouvidas. As investigações continuam na tentativa de esclarecer se a organização da festa, o Arraiá Psicodélico, ofereceu o atendimento necessário para Ana Carolina. Caso contrário, os responsáveis poderão responder por omissão de socorro. À época da morte, a  organização informou, em nota, que a jovem chegou a ser atendida em uma unidade móvel de socorro e que "o evento estava preparado para qualquer eventualidade que colocasse em risco a vida dos participantes".
 



 


Fonte: CB.



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