Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2018

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ENTRETENIMENTO - POP Música
Publicada em 03/08/18 às 21:17h - 30 visualizações
Rock, blues e jazz no quadradinho

PORTAL CAPITAL VERDE


De um lado, rock, do outro, blues e jazz. Em um, nomes dos anos 80 relembram a fervura e rebeldia de seu tempo. No outro, quem canta são os instrumentos, animando o público com a melodia. Tendo a capital federal como palco, dois festivais acontecem amanhã, em Brasília, homenageando três grandes gêneros da música.

Ocupando o Estacionamento 4 do Parque da Cidade,o Festival BB Seguridade de Blues e Jazz promete muita música instrumental de graça. Criando um ambiente para ser curtido em família, o evento traz apresentações de Pepeu Gomes, Al Di Meola, Lil’ Jimmy Reed, Leo Ganderman, O Bando e Marlene Souza Lima.

Nascida em solo carioca, Marlene se considera brasiliense. Sendo a primeira a se apresentar no dia, durante à tarde de sábado, a artista aposta em um repertório variado, formado apenas de músicas autorais e instrumentais. “Tenho a obrigação de levar um pouco de entretenimento junto com os estudos para fazer com que as coisas fiquem equilibradas. Só a parte técnica vira exibicionismo, com equilíbrio fica mais suave”, conta a artista em entrevista ao Jornal de Brasília.

Segundo a musicista, apresentar música instrumental é algo interessante, visto que é mais subjetivo que outros estilos. “Cada pessoa interpreta de uma forma. Faz você não viajar em uma letra, você viaja nos tons. A história é individual”, observa.

O contato de Marlene com a música foi precoce. Seu pai, saxofonista, sabendo das dificuldades que a profissão oferece, negava a teoria à filha, que foi encontrar em sua irmã os primeiros conhecimentos musicais. “Ela começou a ter aulas com as amigas do colégio e me passava o que aprendia. Comecei a comprar revistinhas de cifras e tocar sozinha”, revela.

A abertura dos portões acontece às 14h, quando acontece apresentação da BB Seguros Jazz Band. Marlene Souza sobe ao palco às 14h30. Para ela, estar no mesmo palco que nomes que admira, é uma honra: “Estou nas nuvens”. Às 18h, o americano Lil’Jimmy Reed traz o blues para o quadradinho. Aos 79 anos, explora, com a guitarra elétrica, som da Lousiana.

Às 19h, outro veterano toma conta do palco montado no Parque da Cidade. O exímio guitarrista baiano Pepeu Gomes traz sua veia instrumentista para o evento, tocando faixas do disco Alto da Silveira. No repertório, referências de samba, rock e ritmos latinos para completar as harmonias.

Nostalgia toma conta

Tomando a área externa do Centro Cultural Banco do Brasil (Setor de Clubes Esportivos Sul), o festival Todos os Sons – Especial Rock traz quem viveu o estouro do gênero que fez da capital celeiro de inúmeros talentos para uma viagem no tempo. Guiados pela nostalgia, tocam Paralamas do Sucesso, Paulo Miklos, Plebe Rude, Detrito Federal, Casacasta e Trio Aiure. A programação começa às 16h de amanhã.

Com show marcado para as 21h11, os veteranos da brasiliense Plebe Rude resgatam os primórdios do rock candango no penúltimo show da noite. Há quase quatro décadas na estrada, o grupo reúne em seu repertório sucessos como Até Quando Esperar, Censura e Johnny Vai à Guerra.

Celebração à ‘música moderna e engajada’

Subindo ao palco antes do Paralamas, o vocalista e guitarrista da Plebe Rude Phillipe Seabra diz que a participação é uma forma de reencontrar um dos padrinhos de sua banda, Herbert Vianna – que já produziu discos dos brasilienses. Além disso, continua, o evento é uma forma de celebrar o que Seabra chama de ‘música moderna e engajada’.

“A cultura pop está no seu pior momento, a polarização política no País está chegando a níveis tóxicos. Nada como ter o bom é velho debate de volta através das músicas da nossa geração”, opina o músico.

Banda clássica do punk rock, uma das primeiras bandas punks do Brasil, apresenta o show Primórdios, com canções compostas no fim da Ditadura Militar, entre 1981 e 1983, muitas delas inéditas. “Nossa arma para combater a repressão e a censura era a música. É o poder da palavra. Mudou a cara da música popular brasileira”.

Aliás, é no que chama de ‘coerência’ que ele aposta as fichas do futuro do rock, “se as bandas mantiverem seus princípios”.

Em tempos de debate sobre a incerteza da existência do gênero, é comum ouvir que o rock morreu. Para Phillipe, esse momento não chegou. “Pop ruim sempre teve. O rock é o contraponto porque senão a cultura mainstream emburreceria de vez. É uma pena que a música mais inteligente não tenha mais espaço, mas continuamos firmes e fortes, quase como se fosse uma missão”, finaliza.

Serviço

Todos Os Sons Especial Rock
Amanhã, a partir das 15h. No Centro Cultural Banco do Brasil (Setor de Clubes Esportivos Sul). Ingressos: R$ 20 (meia-entrada). Informações: 3108-7600. Classificação livre.

Festival BB Seguridade de Blues e Jazz
Amanhã, a partir das 14h. No Estacionamento 4 do Parque da Cidade (Asa Sul). Entrada franca. Classificação livre.


Fonte: JBr.




(61) 99687 1652

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